sexta-feira, 7 de maio de 2010

Algumas questões...

Algumas perguntas nunca terão uma resposta conclusiva. Mas apesar de sabermos deste fato, sabendo assim que teremos que aprender a viver sem estas respostas, não conseguimos viver sem lembrar das perguntas.
Por que algumas coisas são assim? Nunca saberemos. Algumas pessoas ao se depararem com tais questões, farão delas a razão de sua existência, procurando, estudando, trabalhando uma forma de desvendá-las. Outras dividirão seu tempo entre suas atividades cotidianas e a busca de resposta a tais questões. Outras ainda darão de cara com tais questões e ao perceberem o grau de dificuldade, às encararão como grandes questões, no entanto não se dedicarão a elas. Ainda outras assim que virem o ponto de interrogação desviarão o seu olhar e seguirão com suas vidas. Estas últimas são as que menos sofrerão.
O primeiro grupo descobrirá coisas surpreendentes pelo caminho, mas nunca descobrirá o que realmente busca. O segundo grupo irá pelo mesmo caminho. O terceiro grupo permanecerá curioso e atento a fatos relacionados. E o quarto se lembrará que a questão existe. Independente da reação de cada um diante da questão, todos obterão a mesma resposta, alguns com mais conteúdo e outros sem conteúdo algum, mas ainda assim a resposta é a mesma para todos: nenhuma.
Mas afinal, que questão é esta? Que é assim tão importante e assim tão impossível??
A questão é tão simples quanto complexa e geralmente vem acompanhada. Elas geralmente são bem pessoais, às vezes dizem respeito a um grupo ou sub-grupo. Enfim, são aquelas questões que todos possuem e geralmente as minhas não são as suas.
Muitas vezes uma resposta prática e obvia para mim é uma questão indecifrável para você e assim sucessivamente.
Apesar de sofrerem menos aqueles que desviam os olhos das interrogações, considero mais sábios os que prestam à elas alguma atenção. Desviar o olhar muitas vezes é um convite a não pensar e quando deixamos de pensar gradativamente deixamos de viver. Pelo menos o viver de forma racional, que afinal é o nosso diferencial.
Lembrando sempre que tudo que é excessivo se torna prejudicial e isto inclui o pensamento racional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário