quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bonequinhos de corda ou pessoas?

Tempo livre, tempo para fazer nada, tempo para organizar os pensamentos. No dia-a-dia, a rotina por vezes nos tira o tempo de ser quem somos, de exercitar o que realmente acreditamos. Por vezes vivemos a sucessão da rotina e em alguns momentos nos vemos sufocados por não sermos nós mesmos, acabamos agindo como bonequinhos em quem foi dado corda que simplesmente cumprem com aquilo para que foram treinados. Acorda de manhã vai para o trabalho, cumpre as tarefas do dia, estuda a noite e exausto ao chegar em casa novamente, dorme porque amanhã será de novo tudo igual. Para os dias de folga temos uma rotina de descanso que nos suga tanto quanto a da semana. Um dia qualquer, um domingo um feriado não programado, nos damos conta do quanto um dia é longo e curto ao mesmo tempo, há tanto para ser feito e tão pouco tempo para verdadeiramente ser. Somos aquilo que pensamos. Mas e quando não pensamos, apenas reagimos?
Por vezes não entendemos o que acontece a nossa volta, por um motivo muito simples, não temos participado de nossa própria vida. Vivemos no famoso ritmo “deixe a vida me levar” e ela leva para onde talvez não consigamos voltar sozinhos, afinal não fomos por conta própria, nos deixamos ser levados. Para onde estou indo, quem sou eu, quem determina o que faço? O acaso, a rotina, minha razão, meus princípios?
Só posso chegar onde pretendo ir, quando sei qual o caminho que estou trilhando, se conheço o caminho. Jamais se chega onde se pretende ao acaso, trilhando caminhos desconhecidos, o caminho que as multidões trilham não são o guia para que indivíduos alcancem suas metas.
Por mais cansativa que seja uma rotina, que nunca deixemos a exaustão roubar a capacidade de pensar e decidir ser quem somos por convicção. Procuremos ser pessoas e não bonequinhos de corda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário